A noite estava bela. Era uma daquelas noites de verão em que tudo que se deseja é uma brisa pra refrescar um pouco o ambiente. Passava um pouco das nove e ainda era possível ver o alaranjado do crepúsculo no horizonte. O dia havia acabado mas a noite estava apenas começando.
Enquanto alguns se preparam para sair, se divertir, dormir ou não, José, mais conhecido na rua como o Seu Zefinha, já tinha seu fogo aceso e estava vendendo seus churrasquinhos como acontecia todas as noites, fosse o tempo que fosse. Em dias de chuva o transtorno era terrível, mas José não desapontava sua clientela e sempre dava um jeito de poder trabalhar nas mais adversas situações.
As pessoas o adoravam, além do seu aperitivo ser o melhor das redondezas, ele era admirado pela sua simpatia e boa vontade em servir seus clientes. Mesmo já sendo um senhor aposentado se negava a ficar em casa esquentando o sofá. Dizia que "O trabalho é o que enobrece o homem". Com os filhos já criados, sua única companhia de todas as horas era dona Margarida, sua esposa, uma senhora meiga que ajudava no preparo dos espetinhos. Na noite o trabalho de Seu Zefinha era assá-los e comercializá-los.
O movimento na praça havia cessado. O relógio marcava uma da manhã e José guardava seus instrumentos de trabalho no carro. Ele fecha o porta malas e enquanto faz a volta para entrar no carro, é surpreendido por um outro carro em alta velocidade. O impacto é fulminante e mata seu Zefinha na hora. O motorista, embriagado, também não resiste ao acidente e morre. O marido de dona Margarida é recebido no céu com grande festa, enquanto o imprudente é encaminhado ao inferno.
O motorista se questiona, reclama: "Que Deus é esse que condena as pessoas? Ele tem prazer em ver tortura e sofrimento? Tudo bem que eu errei, mas terei que pagar a eternidade inteira por isso?" O anjo que o encaminha o fita sério e responde aos seus questionamentos: "O que aconteceu não foi castigo. Deus lhe deu o livre arbitrio, o direito de trilhar o seu caminho e você decidiu trilhá-lo até chegar aqui. O que acontece hoje são consequências dos seus atos. Não responsabilize ninguém pela sua vida. O único responsável por ela é você".
Thiago Carvalho - 12/11/2010
Enquanto alguns se preparam para sair, se divertir, dormir ou não, José, mais conhecido na rua como o Seu Zefinha, já tinha seu fogo aceso e estava vendendo seus churrasquinhos como acontecia todas as noites, fosse o tempo que fosse. Em dias de chuva o transtorno era terrível, mas José não desapontava sua clientela e sempre dava um jeito de poder trabalhar nas mais adversas situações.
As pessoas o adoravam, além do seu aperitivo ser o melhor das redondezas, ele era admirado pela sua simpatia e boa vontade em servir seus clientes. Mesmo já sendo um senhor aposentado se negava a ficar em casa esquentando o sofá. Dizia que "O trabalho é o que enobrece o homem". Com os filhos já criados, sua única companhia de todas as horas era dona Margarida, sua esposa, uma senhora meiga que ajudava no preparo dos espetinhos. Na noite o trabalho de Seu Zefinha era assá-los e comercializá-los.
O movimento na praça havia cessado. O relógio marcava uma da manhã e José guardava seus instrumentos de trabalho no carro. Ele fecha o porta malas e enquanto faz a volta para entrar no carro, é surpreendido por um outro carro em alta velocidade. O impacto é fulminante e mata seu Zefinha na hora. O motorista, embriagado, também não resiste ao acidente e morre. O marido de dona Margarida é recebido no céu com grande festa, enquanto o imprudente é encaminhado ao inferno.
O motorista se questiona, reclama: "Que Deus é esse que condena as pessoas? Ele tem prazer em ver tortura e sofrimento? Tudo bem que eu errei, mas terei que pagar a eternidade inteira por isso?" O anjo que o encaminha o fita sério e responde aos seus questionamentos: "O que aconteceu não foi castigo. Deus lhe deu o livre arbitrio, o direito de trilhar o seu caminho e você decidiu trilhá-lo até chegar aqui. O que acontece hoje são consequências dos seus atos. Não responsabilize ninguém pela sua vida. O único responsável por ela é você".
Thiago Carvalho - 12/11/2010